Em Operação Colares, publicado pela Plataforma21, uma jovem volta à ilha paraense e investiga o desaparecimento do avô, que partiu para o mar atrás das luzes no céu

A escritora paraense Luana Cruz lança em 2026, pela Plataforma21, Operação Colares, thriller de suspense inspirado nos avistamentos de luzes no céu relatados por moradores da ilha de Colares, no Pará, em 1977. O livro tem 328 páginas, classificação indicativa de 16 anos e custa R$ 84,90 na versão física. É a estreia da autora na ficção especulativa.
Os relatos daquele ano levaram o Exército à região e deram origem à Operação Prato, investigação que virou um dos casos ufológicos mais conhecidos do país. Quase cinco décadas depois, Luana usa o episódio como ponto de partida para uma história que mistura suspense, ficção especulativa e um mistério familiar que atravessa gerações.
Um avô que seguiu as luzes
A protagonista é Laila Rosário. Ela deixou Colares há dez anos e não tinha planos de voltar. Um telefonema da avó muda isso, e Laila retorna à ilha para uma despedida que deveria ser rápida.
A visita se estende quando um pescador aparece ferido, carregando uma mensagem ligada a Josué Rosário, avô de Laila. Josué sumiu décadas antes, depois de sair para o mar seguindo as luzes que apareciam sobre Colares. Para a cidade, ele morreu ou foi abduzido. A família nunca soube o que de fato aconteceu.
Investigação em vez de abdução
Ao seguir as pistas da mensagem, Laila começa a desconfiar da versão que a cidade repetiu por décadas. Ela recorre a Elis Raiol, sua antiga melhor amiga, e as duas passam a revisitar documentos, cartas e registros deixados por Josué para reconstruir os últimos passos do pescador.
A investigação aponta para uma explicação mais concreta e mais sombria do que um contato extraterrestre: as luzes e os desaparecimentos da região podem estar ligados a uma trama de pessoas reais. Enquanto novos acontecimentos deixam a comunidade em alerta, Laila percebe que os mistérios da ilha passam por escolhas de quem está por perto, entre proteger, ferir ou transformar a vida dos outros.
Um trecho da página 144 resume essa ideia: “Todas as pessoas nascem engenhosas, para se tornarem grandes heróis ou cruéis vilões. Só depende do que exercitam as pessoas mais próximas da gente.”
A editora classifica a obra como thriller de suspense, ficção especulativa brasileira, mistério e romance LGBTQIA+.
Histórias de pescador

Luana Cruz é formada em Engenharia de Pesca. A escolha do curso, segundo a autora, veio da crença de que as melhores histórias são as de pescadores. Ela cresceu ouvindo causos de família, especialmente os contados pela mãe, e saiu de Belém rumo a São Paulo com a escrita como principal objetivo.
Essas lembranças e a relação da autora com o Pará e a Amazônia formam a base do livro, que dá protagonismo a pescadores, comunidades ribeirinhas e aos laços entre moradores. Luto, identidade, pertencimento, relações familiares e a memória de um território aparecem ao longo da narrativa. Luana define Operação Colares como um manifesto de amor e saudade da Amazônia.
“Não somos lendas, não somos folclore, não somos estrangeiros: somos a vida que pulsa na raiz do país”, afirma a escritora.
Na história, as luzes no céu dividem espaço com afetos mal resolvidos e com os conflitos de uma comunidade obrigada a lidar com algo que acreditava ter deixado no passado.
Onde encontrar
Operação Colares está disponível na Amazon, na VR-Commerce e nas principais livrarias, em versão física (ISBN 978-6550080945) e e-book. A autora está no Instagram como @luanacruiz.
A Plataforma21 é o selo da VR Editora voltado ao público jovem. O catálogo, iniciado com a publicação de Maze Runner, reúne aventura, romance, fantasia e cultura pop há dez anos.

Jornalista, especialista em SEO e Marketing de Conteúdo, e autora do livro de poemas “Histórias Digitais – Versos em Atualização”. Interessada por cultura pop, literatura e tecnologia, utiliza sua experiência em comunicação para oferecer uma curadoria de conteúdo precisa e confiável no Portal WarMeteor.
