O futuro dos games em 2026: IA, portabilidade e o poder dos criadores ditam o mercado

Relatório “Vamos Jogar” da Globant revela as cinco tendências que estão transformando a infraestrutura da indústria e o comportamento dos jogadores.

O futuro dos games em 2026: IA, portabilidade e o poder dos criadores ditam o mercado
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O mercado global de videogames caminha para um ano de transformações estruturais profundas em 2026. Segundo o novo relatório “Vamos Jogar”, publicado pela Globant, a indústria não está apenas buscando gráficos melhores, mas sim uma revolução na forma como os jogos são produzidos e consumidos. Com uma receita estimada em US$ 189 bilhões para este ano, o setor será moldado pela integração massiva da Inteligência Artificial, a ascensão definitiva das plataformas em nuvem e portáteis, e um ecossistema onde o criador de conteúdo tem mais influência no sucesso de um título do que o marketing tradicional.

A revolução silenciosa da Inteligência Artificial e da portabilidade

Uma das mudanças mais drásticas apontadas pela Globant é a “mudança de plataforma”. O hardware fixo, como os consoles tradicionais de mesa, está perdendo o protagonismo absoluto para dispositivos híbridos e soluções em nuvem. O foco da indústria em 2026 é garantir que o jogador tenha continuidade: começar uma partida na TV e terminá-la no transporte público via cloud, sem barreiras técnicas.

Acompanhando essa flexibilidade de acesso, a Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa para se tornar o motor do desenvolvimento. Dados do Google Cloud Games Report 2025 citados no estudo indicam que 97% dos desenvolvedores já utilizam IA para acelerar a criação de assets e testes de qualidade (playtesting). “A IA se torna uma aliada criativa que amplia a capacidade de inovação quando aplicada corretamente”, destaca o relatório.

Engajamento, criadores e a nova era da confiança

O relatório identifica que o crescimento do setor não virá apenas da conquista de novos usuários, mas do “engajamento profundo”. Estúdios estão priorizando a manutenção de comunidades por meio de serviços ao vivo, expansões de qualidade e remasterizações de franquias históricas. Nesse cenário, o papel do “descobrimento” mudou: plataformas como TikTok, YouTube e Twitch superaram a publicidade convencional, colocando os criadores de conteúdo como os novos “curadores” e parceiros essenciais no desenvolvimento.

Contudo, essa expansão traz desafios éticos. A indústria enfrenta uma pressão regulatória crescente sobre sistemas de monetização considerados predatórios, como as loot boxes e mecânicas gacha. Para Kevin Janzen, CEO do Gaming & EdTech AI Studio da Globant, o sucesso em 2026 dependerá de como as empresas integrarão inovação com integridade. “Equipes menores estão demonstrando que podem produzir experiências de nível blockbuster”, afirma Janzen, sinalizando que a tecnologia está democratizando o potencial de criação na próxima década.

Para os interessados em entender os detalhes técnicos e as métricas dessa evolução, o relatório completo está disponível para download aqui.

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